O número de licenciamentos de casas novas para famílias subiu 10,8% no segundo trimestre do ano, face ao período homólogo, depois de um travão nos primeiros três meses de 2026, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar do aumento de fogos licenciados em construções novas para habitação familiar, os licenciamentos de edifícios baixaram 7,1%, em termos homólogos.

“No segmento de habitação familiar, o número de fogos licenciados em construções novas aumentou 10,8%, após o decréscimo de 2,2% observado no 1.º trimestre de 2026”, adianta o instituto. O número de fogos concluídos também aumentou — 11,6% — , invertendo igualmente a evolução negativa registada no trimestre anterior, período no qual desceu 1,5%.
A maior disponibilidade de casas contraria a queda de 7,1% nos edifícios licenciados. Entre abril e junho foram licenciados 6,2 mil edifícios em Portugal, uma quebra que, ainda assim, ficou abaixo do recuo homólogo de 9,7% no primeiro trimestre do ano.

O INE detalha que o licenciamento de edifícios para construções novas recuou 5,6%, depois de já ter baixado 8,5% no 1.º trimestre, enquanto as obras de reabilitação diminuíram 11,9%, que compara com um travão de 12,9% até março. “No mesmo período, estima-se que tenham sido concluídos 3,9 mil edifícios, o que correspondeu a uma redução homóloga de 4,2%, inferior à registada no trimestre anterior (-6,9%)”, acrescenta o instituto.
Do total de edifícios licenciados, 77,5% corresponderam a construções novas, das quais 83,1% se destinavam à habitação familiar. Em termos regionais, apenas a Região Autónoma da Madeira (+25,2%) e o Norte (+0,2%) registaram aumentos homólogos no número de edifícios licenciados. Em sentido oposto, as diminuições, foram mais expressivas na Grande Lisboa (-35,1%), no Algarve (-24,9%) e na Península de Setúbal (-20,3%).

Norte concentra quase 40% dos edifícios licenciados
O Norte manteve-se como a principal região em termos de licenciamento, representando 39,8% dos edifícios licenciados, 41,1% das construções novas e 35,1% dos edifícios destinados a reabilitação.
Segue-se a região Centro, com 21,2% dos edifícios licenciados, 21% das construções novas e 21,3% dos edifícios para reabilitação. O Oeste e Vale do Tejo posicionou-se em terceiro lugar, representando 12,4% do total de edifícios licenciados, 12,7% das construções novas e 10,4% dos edifícios destinados a reabilitação.
Relativamente aos fogos licenciados em construções novas para habitação familiar, o Norte concentrou 47,8% do total nacional, seguindo-se o Centro (16,0%) e a Grande Lisboa (13,9%).

Fonte: eco.sapo.pt
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